Pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) nível 1 e com deficiência mental leve também poderão ter acesso à isenção de impostos na compra de veículos, desde que atendam aos requisitos previstos em lei. A ampliação foi definida por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que retirou da reforma tributária dispositivos que limitavam o benefício apenas aos casos considerados mais graves.
A decisão foi tomada durante o julgamento de duas ações diretas de inconstitucionalidade relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes. O plenário concluiu que são inconstitucionais as expressões da lei que restringiam a isenção integral do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) a pessoas com deficiência mental "severa ou profunda" e a pessoas com transtorno do espectro autista "de nível moderado ou grave".
Com a retirada desses trechos, o benefício também passa a alcançar pessoas com deficiência mental e com TEA nível 1, desde que preencham as demais exigências legais
As ações foram propostas pelo Instituto Oceano Azul e pela Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência (ANAPCD). As entidades argumentaram que a reforma tributária excluía pessoas que, apesar de não se enquadrarem nos níveis mais elevados de deficiência ou de autismo, também enfrentam barreiras relevantes à mobilidade.
Todos os ministros acompanharam o voto do relator, Alexandre de Moraes, que considerou parcialmente inconstitucionais os dispositivos questionados e determinou a retirada das restrições do texto da norma.
Eleições 2026 Após chamar Bahia de 'câncer do Brasil', Rodrigo Constantino vira alvo de investigação
Eleições 2026 Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6x1 e defende contratação por hora
Eleições 2026 Com apoio da União Progressista a Flávio Bolsonaro, 2º turno deve contar com ato em Salvador com oposição na Bahia
Responsabilização Justiça condena João de Deus e centro espírita a pagar R$ 20 milhões por dano moral coletivo
Justiça Moraes concede regime semiaberto a Débora do Batom, condenada pelo 8/1
Justiça AGU pede a Fux que aguarde PGR e mantenha proibição das bets no país