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Dias d'Ávila Operação Vendetta

Polícia cumpre mandados em Dias d’Ávila e Lauro de Freitas em investigação sobre morte de advogada

Dois homens foram presos temporariamente, incluindo um monitor de ressocialização localizado ao deixar o trabalho no Conjunto Penal de Lauro de Freitas; buscas também ocorreram em dois imóveis em Dias d’Ávila

04/08/2026 20h00
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Reprodução PCBA
Foto: Reprodução PCBA

A Polícia Civil da Bahia cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Dias d’Ávila e Lauro de Freitas durante a Operação Vendetta, deflagrada nesta segunda-feira (3), para investigar a morte da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, assassinada a tiros dentro de casa, em Itororó, no sudoeste do estado, na madrugada de 25 de julho. Um policial militar da ativa, de 29 anos, e um monitor de ressocialização terceirizado, de 27, foram presos temporariamente por suspeita de participação no crime.

O monitor foi localizado na saída do Conjunto Penal de Lauro de Freitas, onde trabalhava. Com ele, os policiais apreenderam uma pistola calibre .38 TCP, dois carregadores e 23 munições. A operação também cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados em Lauro de Freitas e Dias d’Ávila.

Em Dias d’Ávila, foram realizadas buscas em dois imóveis ligados ao monitor de ressocialização. Nos locais, foram encontradas duas pistolas de airsoft, um fuzil de airsoft, um colete tático, 67 estojos de munições de diferentes calibres, dois rádios comunicadores e um documento pertencente a outro investigado. Segundo a Polícia Civil, todo o material será submetido à perícia e incorporado à investigação.

O segundo mandado de prisão temporária foi cumprido contra um policial militar da ativa, apontado pela Polícia Civil como participante da ação. Os nomes dos dois presos não foram divulgados. Outros envolvidos já foram identificados e continuam sendo procurados.

As investigações apontam que os dois presos teriam saído de Dias d’Ávila na noite de 24 de julho, acompanhados de outros suspeitos, com destino a Itororó. A polícia apura que o grupo esteve no município também nos dias 20 e 21 de julho, quando teria monitorado a rotina da advogada antes do crime. Na madrugada de 25 de julho, os suspeitos teriam invadido a residência de Cláudia e efetuado os disparos. A ação foi registrada por câmeras de segurança.

A principal linha investigativa relaciona o homicídio a uma dívida contraída por um sobrinho da vítima com um homem de 20 anos, morador de Camaçari, apontado como possível mandante. A hipótese ainda está em apuração. Segundo a Polícia Civil, familiares da advogada teriam sido ameaçados durante cobranças anteriores ao assassinato e chegaram a ser obrigados a transferir dois veículos como forma de pagamento. O caso levou a família a registrar um boletim de ocorrência por extorsão na Delegacia Territorial de Itabuna.

O diretor regional da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Sudoeste), delegado Roberto Júnior, afirmou que as investigações apontam para um contexto de cobranças relacionadas a um suposto prejuízo financeiro atribuído a um familiar da vítima. A polícia também identificou e apreendeu os dois veículos utilizados na ação. Conforme a investigação, os automóveis eram alugados e um deles circulava com placa adulterada.

Cláudia Félix de Oliveira chegou a acionar a Polícia Militar pouco antes da invasão à residência. Quando os agentes chegaram ao local, a advogada já estava morta. O óbito foi atestado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O corpo foi sepultado em 26 de julho, no Cemitério Municipal Recanto da Saudade, no distrito de Bandeira do Colônia, em Itapetinga.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) e a Subseção de Itapetinga lamentaram a morte da advogada e informaram que acompanham a apuração. As entidades também solicitaram celeridade à Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). Cláudia era prima da cantora e apresentadora Mara Maravilha, que também se manifestou sobre o caso e pediu que a morte fosse esclarecida.

Após o cumprimento dos mandados, os dois presos foram encaminhados para uma unidade policial e permanecem custodiados à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua as diligências para localizar os demais investigados, esclarecer a participação de cada envolvido e detalhar a dinâmica do assassinato.

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