A Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP), decidiu manter uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026. Apesar da decisão de não apoiar oficialmente nenhum candidato ao Palácio do Planalto, o desenho das alianças estaduais revela maior aproximação com o Partido Liberal (PL).
Levantamento realizado pelo portal Metrópoles, com base nas atas das convenções partidárias, aponta que a federação integra coligações com o PL em 11 unidades da Federação. Já em quatro estados, a União Progressista aparece ao lado do PT por meio da Federação Brasil da Esperança, composta também por PCdoB e PV.
A neutralidade foi oficializada durante a convenção nacional do União Brasil. Segundo o presidente da legenda e da federação, Antonio Rueda, a decisão considerou o "peso político" do grupo e representa uma demonstração de "maturidade política". A direção nacional também liberou os filiados para definirem seus apoios de acordo com a realidade de cada estado, priorizando as articulações regionais.
A estratégia segue um modelo tradicional adotado por partidos do Centrão, que preferem preservar autonomia nas disputas estaduais e manter margem para negociar apoio ao futuro governo federal, independentemente do vencedor da eleição presidencial.
A União Progressista está coligada com o PL no Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.
Na Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) disputa o Governo do Estado em uma ampla aliança que reúne, além da União Progressista, o PL, Republicanos, Federação PSDB-Cidadania, Federação Renovação Solidária, Podemos e Novo.
Em outros estados, a parceria também inclui candidaturas próprias da federação, como Mailza Assis (PP), no Acre, Celina Leão (PP), no Distrito Federal, Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul, Joel Rodrigues (PP), no Piauí, e Professora Dorinha Seabra (União Brasil), no Tocantins.
Embora em menor número, a União Progressista também integra coligações ao lado da Federação Brasil da Esperança em quatro estados: Amapá, Pará, Paraíba e Sergipe.
No Amapá, o governador Clécio Luís (União Brasil) disputa a reeleição em uma chapa que reúne partidos dos dois campos políticos. Na Paraíba, o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) lidera uma ampla coligação que também conta com o PT, PSB, Republicanos e outras legendas.
Em outros 12 estados, o levantamento não registra alianças da União Progressista nem com o PL nem com a Federação Brasil da Esperança. Nesses casos, a federação aposta em candidaturas próprias ou em composições independentes dos dois principais blocos nacionais.
Entre os estados nessa situação estão Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Santa Catarina.
A distribuição das alianças reforça a estratégia da União Progressista de preservar flexibilidade política nos estados enquanto mantém neutralidade na disputa presidencial, permitindo diferentes composições regionais e ampliando seu espaço de negociação após o resultado das eleições.
Eleições 2026 Flávio Bolsonaro critica fim da escala 6x1 e defende contratação por hora
Eleições 2026 Com apoio da União Progressista a Flávio Bolsonaro, 2º turno deve contar com ato em Salvador com oposição na Bahia
Responsabilização Justiça condena João de Deus e centro espírita a pagar R$ 20 milhões por dano moral coletivo
Justiça Moraes concede regime semiaberto a Débora do Batom, condenada pelo 8/1
Justiça AGU pede a Fux que aguarde PGR e mantenha proibição das bets no país
Eleições 2026 Mendonça multa Flávio por impulsionar post negativo contra Lula