Quinta, 22 de Outubro de 2026 21:38
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,05 +0,07%
Euro R$ 5,67 ++0,11%
Bitcoin R$ 434.219,23 -0,46%
Bovespa 204.120,13 pontos -1.15%
Política em Foco reforma política

Delator da Lava Jato diz que pagou campanha do PT

Lobista teria repassado US$ 4,5 mi para conta do marqueteiro do PT, João Santana, na Suíça

09/06/2016 15h35
Por: Redação Fonte: R7
Delator da Lava Jato diz que pagou campanha do PT

A força-tarefa aponta propinas nos contratos da Petrobras com a empresa de Cingapura Keppel Fels e também nos contratos da Sete Brasil com o estaleiro da Keppel que teriam somado US$ 216 milhões em propinas.

No caso da Petrobras, foram apontadas propinas de 1% para a Diretoria de Serviços que somaram R$ 30,4 milhões nos contratos de construção das plataformas P-51, P-52, P-56 e P-58, em 2003, 2004, 2007 e 2009, respectivamente. Apesar de firmados com a Diretoria de Exploração e Produção, segundo o MPF, os contratos envolveram pagamentos de propina à Diretoria de Serviços, pela qual passavam os contratos e era cota do PT.

Desse porcentual da propina, metade ia para a "casa", referência ao então diretor Renato Duque e ao gerente Pedro Barusco, ambos presos e condenados na Lava Jato, e a outra metade para o PT, via Vaccari. Nessa acusação, porém, o MPF diz que parte da propina devida ao PT foi descontada por meio de pagamentos à conta Shellbil, mantida por Santana e Mônica na Suíça e que só foi declarada após a Lava Jato. Esses pagamentos da Keppel teriam sido intermediados por Skornicki.

Defesas

Em nota divulgada por sua assessoria, a presidente afastada rechaçou o que chamou de "insinuação" de que teria conhecimento do suposto pedido de Vaccari para Skornicki. "É público e notório que o tesoureiro da campanha da reeleição foi o ex-ministro Edinho Silva. Ele é quem tratava da arrecadação para a campanha em 2014. Todas as doações de empresas foram legais e estão na prestação de contas aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral", diz a nota, que fala em "campanha caluniosa de uma parte da imprensa contra a honra" de Dilma.

O criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, defensor de Vaccari, rechaçou a denúncia de Zwi Skornicki. "Inicialmente, eu afirmo que isso não procede. Não passa de palavra de delator, sem nenhuma comprovação ou credibilidade. Até porque o sr. Vaccari era tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, jamais tendo funcionado como tesoureiro de campanha de quem quer que seja."

A reportagem não localizou ontem o advogado André Augusto Mendes Machado, que defende o lobista, e a defesa dos outros citados.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.