A força-tarefa aponta propinas nos contratos da Petrobras com a empresa de Cingapura Keppel Fels e também nos contratos da Sete Brasil com o estaleiro da Keppel que teriam somado US$ 216 milhões em propinas.
No caso da Petrobras, foram apontadas propinas de 1% para a Diretoria de Serviços que somaram R$ 30,4 milhões nos contratos de construção das plataformas P-51, P-52, P-56 e P-58, em 2003, 2004, 2007 e 2009, respectivamente. Apesar de firmados com a Diretoria de Exploração e Produção, segundo o MPF, os contratos envolveram pagamentos de propina à Diretoria de Serviços, pela qual passavam os contratos e era cota do PT.
Desse porcentual da propina, metade ia para a "casa", referência ao então diretor Renato Duque e ao gerente Pedro Barusco, ambos presos e condenados na Lava Jato, e a outra metade para o PT, via Vaccari. Nessa acusação, porém, o MPF diz que parte da propina devida ao PT foi descontada por meio de pagamentos à conta Shellbil, mantida por Santana e Mônica na Suíça e que só foi declarada após a Lava Jato. Esses pagamentos da Keppel teriam sido intermediados por Skornicki.
Defesas
Em nota divulgada por sua assessoria, a presidente afastada rechaçou o que chamou de "insinuação" de que teria conhecimento do suposto pedido de Vaccari para Skornicki. "É público e notório que o tesoureiro da campanha da reeleição foi o ex-ministro Edinho Silva. Ele é quem tratava da arrecadação para a campanha em 2014. Todas as doações de empresas foram legais e estão na prestação de contas aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral", diz a nota, que fala em "campanha caluniosa de uma parte da imprensa contra a honra" de Dilma.
O criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, defensor de Vaccari, rechaçou a denúncia de Zwi Skornicki. "Inicialmente, eu afirmo que isso não procede. Não passa de palavra de delator, sem nenhuma comprovação ou credibilidade. Até porque o sr. Vaccari era tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, jamais tendo funcionado como tesoureiro de campanha de quem quer que seja."
A reportagem não localizou ontem o advogado André Augusto Mendes Machado, que defende o lobista, e a defesa dos outros citados.
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