Citado na Lava-Jato, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu demissão nesta quinta-feira. Sem maiores explicações, a informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.
Alves, que é a terceira baixa do governo do presidente interino Michel Temer. Antes dele, Romero Jucá e Fabiano Silveira, do Planejamento e da Transparência, respectivamente, deixaram o governo Temer também devido a citações ou declarações relativas à operação.
No acordo de delação premiada, Sérgio Machado disse que intermediou o pagamento de R$ 1,550 milhão para Henrique Eduardo Alves. Segundo ele, o dinheiro teve como origem contratos entre a Queiroz Galvão e Galvão Engenharia com a Transpetro. Durante um determinado período, Henrique Eduardo Alves fez lobby para a Transpetro contratar determinadas empresas de tecnologia e serviço, mas os negócios não avançaram. Pelo relato, o ministro era insistente na busca de doações. "Ele (Henrique Eduardo Alves) ligava diversas vezes para a Transpetro e o depoente ligou algumas vezes para ele", disse Machado.
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