Sexta, 10 de Julho de 2026 14:46
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,1 -0,30%
Euro R$ 5,83 -0,36%
Bitcoin R$ 345.912,39 ++1,13%
Bovespa 177.269,16 pontos +2.62%
Política em Foco Lava Jato

Ex-deputado Luiz Argôlo é transferido para presídio na Bahia

Político foi condenado a 11 anos de prisão em Curitiba. Unidade prisional que ele ficará ainda não foi definida, segundo informou a Seap

23/01/2018 12h09
Por: Redação Fonte: G1
Ex-deputado Luiz Argôlo é transferido para presídio na Bahia
O ex-deputado federal Luiz Argôlo, condenado na Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, foi transferido de Curitiba para Salvador, segundo informações da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização? da Bahia (Seap), nesta terça-feira (23).

A Seap não detalhou quando ocorreu a transferência, mas disse que ele está na capital baiana há cerca de 15 dias, após a defesa obter a transferência dele para o sistema prisional baiano. O ex-deputado estava em Curitiba desde 2015, após ser preso durante a 11ª etapa da Lava Jato.

A secretaria informou que Argôlo está no Centro de Observação Penal (COP) do Complexo Penitenciário Lemos Brito, em Salvador, uma espécie de porta de entrada antes do detento ser encaminhado para uma unidade do sistema. No local, os detentos passam por atendimento do serviço social, exames, avaliações médicas, entre outros.

Ainda segundo a Seap, somente após a triagem, Argôlo deve ser encaminhado para uma unidade prisional da Bahia, que não foi divulgada. Entretanto, como a família do ex-deputado é da região de Entre Rios, ele pode ficar em alguma unidade prisional próxima ao local da residência dos familiares.

Condenação
A Justiça Federal no Paraná condenou no dia 16 de novembro de 2015, o ex-deputado federal Luiz Argôlo por crimes investigados na Operação Lava Jato. Argôlo foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena considerada pelo juiz Sérgio Moro é de 11 anos e 11 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de multas de R$ 459.740.

Ao dar a sentença, Sérgio Moro considerou que Argôlo, enquanto deputado federal, recebeu parte do dinheiro da propina paga por empreiteiras fornecedoras da Petrobras à Diretoria de Abastecimento da estatal, então comandada por Paulo Roberto Costa. A lavagem de dinheiro ficou configurada na ocultação e dissimulação dos recursos recebidos.

Segundo o juiz, ficou comprovado que Argôlo recebeu R$ 1.474.442,00 do esquema, sendo que pelo menos R$ 250 mil envolveu apenas um recebimento de propina.

O doleiro Alberto Youssef, que também foi investigado e condenado na Operação Lava Jato orrupção passiva e lavagem de dinheiro falou sobre a propina recebida por Luiz Argôlo. Disse que Argôlo tinha conhecimento de que o dinheiro repassado a ele provinha do esquema de corrupção na Petrobras.

Argôlo afirmou que todo o dinheiro repassado pelo doleiro Alberto Youssef Youssef a ele era referente à compra de um terreno da família em Camaçari, na Bahia. O juiz não aceitou a argumentação da defesa.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.