Sexta, 10 de Julho de 2026 14:46
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,1 -0,30%
Euro R$ 5,83 -0,36%
Bitcoin R$ 345.912,39 ++1,13%
Bovespa 177.269,16 pontos +2.62%
Política em Foco Condenação de Lula

“A democracia brasileira está consolidada”, avalia Gualberto

O tucano disse que a condenação de Lula decerto afetará a eleição deste ano, mas o parlamentar evitou especular de que maneira.

25/01/2018 15h03
Por: Redação Fonte: Tribuna da Bahia
“A democracia brasileira está consolidada”, avalia Gualberto
Líderes da oposição na Bahia se manifestaram, nesta quarta-feira (24), sobre a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segunda instância. Por unanimidade, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4º Região (TRF-4) decidiram manter a determinação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo processo da Lava Jato na primeira instância, que condenou o petista a nove anos e seis meses. 

Presidente estadual do PSDB, o deputado federal João Gualberto, disse que a ordem da Corte mostra que a “democracia brasileira está consolidada”. “Foi um alívio para a democracia e para o Brasil. [A condenação] vai servir como exemplo para a classe política. Foi um grande exemplo do Judiciário. Não é fácil condenar um ex-presidente, que é popular até hoje. A decisão também intimida os corruptos que ainda existem no Brasil”, afirmou o tucano, em entrevista à Tribuna.

Gualberto disse que a condenação de Lula decerto afetará a eleição deste ano, mas o parlamentar evitou especular de que maneira. “Claro que vai afetar, mas ninguém sabe até que ponto. Acho que o importante é exemplo que essa decisão deixa. Muito maior é a lição que fica”, frisou.

Por três a zero, os magistrados da Corte mantiveram a condenação de Lula e ainda aumentaram a pena do ex-chefe do Palácio do Planalto para 12 anos e um mês. Lula foi acusado pelo Ministério Público Federal de receber propina da empreiteira OAS. A suposta vantagem, no valor de R$ 2,2 milhões, teria saído de uma conta de propina destinada ao PT em troca do favorecimento da empresa em contratos na Petrobras. Segundo o MP, a vantagem foi paga na forma de reserva e reforma de uma cobertura triplex, no litoral paulista, cuja propriedade teria sido ocultada das autoridades. Uma das delações que baseou a acusação do Ministério Público foi a do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro.


* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.