O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), disse nesta quarta-feira (07) que a ideia do governo é ter a reforma da Previdência aprovada na Casa até o dia 28 de fevereiro.
Ribeiro participou de uma entrevista coletiva na Câmara ao lado do relator da proposta, deputado Arthur Maia (PPS-BA).
A discussão da reforma no plenário da Câmara está marcada para começar no dia 19. Se aprovada na Casa, a reforma vai para o Senado. O governo tem dito que quer concluir a tramitação ainda em fevereiro. Para isso, corre contra o tempo para conquistar os votos que faltam de deputados e senadores.
"A liderança do governo está encaminhando a todos os parlamentares, para todos os parlamentares sem distinção. Até o dia 28 espero que a gente tenha construído esse cenário com a base para a aprovação. A ideia do presidente [da Câmara] Rodrigo Maia [DEM-RJ], que tem o comando da pauta da Casa, é que a partir do dia 19 discutiremos e vamos trabalhar para concluirmos até o fim de fevereiro", explicou Ribeiro.
O relator, Arthur Maia, apresentou as mudanças recentes que ele já tinha anunciado no texto e disse que novas mudanças podem ser feitas na discussão em plenário, desde que tragam votos pela aprovação.
Ele citou, para exemplificar pontos que podem ser incluídos na proposta, reivindicações de servidores públicos, como: acúmulo de pensão e aposentadoria e permissão para servidores que entraram na carreira antes de 2003 se aposentarem com menos de 65 anos.
"Isso [reivindicações de setores por mudanças na reforma] são pontos colocados e não estão impedidos de constarem no texto. Porque o plenário da Câmara pode discutir e fazer alterações. Eu, como relator, posso dizer que só façamos qualquer tipo de alteração que tenham resultado em voto. Não adianta fazer concessão para quem está contra a reforma", afirmou o deputado.
Maia aproveitou para confirmar o texto final que vai encaminhar para o plenário da Câmara. O relator listou as modificações com relação ao texto original que ele já tinha anunciado nos últimos meses. A mudança mais recente, divulgada por ele nesta terça-feira (6), prevê pensão integral para cônjuges de policiais mortos em ação.
Veja as mudanças consolidadas no relatório final:
- Tirar o regime de aposentadoria do trabalhador rural da reforma;
- Não alterar o Benefício de Prestação Continuada (BPC);
- Diminuição do tempo de contribuição de 25 para 15 anos;
- Pensão integral para viúvos e viúvas de policiais mortos em combate;
Reunião com centrais sindicais
Também na manhã desta quarta-feira (07), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se reuniu com representantes de centrais sindicais. No encontro, os sindicalistas pediram que o deputado retire a reforma da Previdência da pauta da Casa.
“Fizemos um apelo ao presidente Maia que é melhor para o Brasil que ele retire da pauta. O governo não tem voto na Câmara”, afirmou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (SD-SP).
Também participaram da reunião membros de direção da CUT, da Nova Central, do CSB e da UGT, além de parlamentares.
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