Especulado para ser candidato a vice na eventual chapa do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), ao governo da Bahia, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), disse que se movimenta para integrar a composição como candidato ao Senado. O democrata feirense não descartou, todavia, ser candidato a “número 2” do Palácio de Ondina. “Tenho trabalhado e [estou] na luta pensando em questão de senador. Tudo isso foi numa linha do Senado. Mas política é dialogo, é conversa”, afirmou nesta semana, antes do evento do ministro da Saúde, Ricardo Barros, na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. O plano da oposição é que Zé Ronaldo seja vice de ACM Neto para que o grupo tenha uma vitória expressiva em Salvador e Feira de Santana. Na eleição de 2014, o então candidato da ala, o secretário municipal da Fazenda, Paulo Souto (DEM), foi derrotado nos dois municípios pelo governador Rui Costa (PT).
O petista venceu, na primeira cidade, com 10 mil de diferença, já, na segunda, ganhou com 20 mil. A eventual chapa de ACM Neto ainda deve ter o deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB) como postulante ao Senado. O tucano tem pressionado para integrar a composição. Nos bastidores, o comentário é de que, se Neto decidir postular o Palácio de Ondina, irá colocar uma condicionante para os partidos aliados. Ele determinará os nomes que vão compor a sua chapa. Jutahy Júnior fez questão de ressaltar que não há motivos para ter o nome vetado. “Sinceramente acho que não [tem razões para eu ser vetado]. Tenho esperança de que ACM Neto seja o nosso candidato ao governo, e eu o apoiarei. Tenho a esperança também de ter o apoio dele para minha candidatura ao Senado”, afirmou o tucano, em entrevista à imprensa, na Lavagem do Senhor do Bonfim.
O ex-governador da Bahia, Paulo Souto, é cotado para ficar com a outra vaga no Senado, caso a oposição não consiga atrair o PP ou o PR para o grupo. O deputado federal Elmar Nascimento (DEM) já fez uma defesa pública neste sentido. Para o parlamentar, o titular da Fazenda deveria ser candidato ao posto, porque tem “boas condições” e tem densidade eleitoral. Ressalta ele que, apesar de ter perdido em 2014, Souto teve mais de 2,4 milhões de votos. O secretário, no entanto, teria que deixar o Democratas em março, quando abre a “janela partidária”, que permite a mudança de siglas sem punições, caso decidisse entrar na corrida eleitoral. Isto porque seria inviável o DEM ter três membros na chapa.
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