A primeira fase de 2018 da Operação Lava Jato deflagrada em Curitiba na semana passada – que teve com alvo a empresa Econorte, do Grupo Triunfo, servidores do DER do Paraná e do Dnit – abre a frente de investigações de corrupção e lavagem de dinheiro no setor de rodovias, que vai alcançar outras concessionárias pelo País.
As forças-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro investigam a edição de medidas provisórias (MPs) que prorrogam concessões de rodovias ou concedem benefícios para o setor. Procuradores da República e Polícia Federal apuram suspeitas de corrupção e favorecimento a concessionárias na edição de duas MPs publicadas em 2016 e 2017.
Uma das apurações é se houve benefícios e ilegalidades nas tratativas entre executivos das concessionárias de rodovias federais no Paraná, que integram o Anel da Integração, representantes da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e membros do governo federal para edição da MP 752/2016, convertida na lei 13.448/2017.
Outra medida na mira dos investigadores é a MP 800/2017, que visava prorrogar prazos de contratos de concessionárias do Centro-Sul, entre elas a da BR-163, a principal rota de grãos do País, administrada por uma concessionária da Odebrecht, e unidades da CCR. A MP 800/2017 perdeu sua validade na última segunda-feira, 26, sem ter sido convertida em lei.
“Em um primeiro momento o foco principal até por sua relação com a Lava Jato foi a Triunfo e a concessionária Econorte. Demais concessionárias, a investigação está em fase muito menos avançada”, afirmou o procurador da República Diogo Castor de Mattos, da força-tarefa da Lava Jato.
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