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Política em Foco Congresso

Quebra de sigilo: gabinete de Eduardo Bolsonaro comandou ataques virtuais

Documento do Facebook liga parlamentar a uma série de mensagens disparadas nas redes sociais

04/03/2020 14h02 Atualizada há 6 anos atrás
Por: Redação Fonte: Metro1
Quebra de sigilo: gabinete de Eduardo Bolsonaro comandou ataques virtuais

A página "Bolsofeios", que publica mensagens favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) e é acusada de estimular ódio contra adversários políticos foi criada a partir de um computador localizado no gabinete do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), na Câmara dos Deputados. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (4) pelo portal UOL, com base em dados do Facebook à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News no Congresso.

A página, chamada Bolsofeios, também foi registrada a partir de um telefone utilizado pelo secretário parlamentar do deputado, Eduardo Guimarães. O email do registro da conta da página é "[email protected]"— endereço utilizado pela assessoria do filho do presidente para a compra de passagens e reserva de hotéis, através da cota parlamentar, como mostra a prestação de contas disponível no site da Câmara dos Deputados. 

As foram enviadas pela rede social, a partir de um pedido de quebra de sigilo referente a contas no Instagram feito pela comissão. O documento, obtido pela reportagem do UOL, mostra que a conta "bolso_feios" foi feita no IP de um computador localizado dentro na Câmara. Ele foi enviado à comissão depois de um requerimento feito pelo deputado Túlio Gadelha (PDT-PE), com base em denúncias da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

Em depoimento no ano passado à CPMI, Joice já havia dito que a página "Bolsofeios" pertencia ao assessor de Eduardo, Eduardo Guimarães. Ela também apresentou um grupo secreto que reunia páginas ligadas ao "gabinete do ódio", com a presença de Guimarães e o perfil "bolsofeios". O grupo organizava um cronograma de ataques a pessoas consideradas inimigas da família. Entre as mensagens estão críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e outros membros do Congresso Nacional. 

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