Após a sinalização de que o governo federal adotaria medidas para garantir alguma renda a trabalhadores informais em meio à pandemia do coronavírus, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) apontou que a cifra estimada inicialmente é abaixo da demanda social. A proposta apresentada em um primeiro momento pelo Ministério da Economia era um voucher de R$ 200 por três meses - valor que foi ampliado, de maneira informal, para R$ 300 na manhã desta quinta-feira (26). Para o dirigente da Câmara, esse valor é pequeno. Em entrevista coletiva concedida na tarde desta quinta-feira (26), o dirigente quer aumentar o “coronavoucher” para R$ 500.
“A gente tem entendido que a proposta do governo é muito pequena do que a população brasileira precisa. Entendo a oposição do governo e isso não é uma crítica, é uma análise, a questão do impacto fiscal. A questão mais importante é que nossas decisões para 2020 não sejam permanentes. A realidade para o próximo ano é outra. É ter a condições mínimas para que os brasileiros possam ficar em isolamento, como recomenda o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde. É preciso resolver essas frentes. Precisamos de dar uma solução por exemplo para o aluguel de pequenas empresas, que não ter esse dinheiro. Vão ser despejadas em dois meses? (...) É importante compreender que cinco ou seis bilhões a mais não farão diferença”, disse Rodrigo Maia.
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