Após dar uma volta pelo Distrito Federal no último domingo (29), o presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento na saída do Palácio da Alvorada na manhã desta segunda-feira (30). Ele voltou a criticar o isolamento social para conter a pandemia do novo coronavírus e projetou "a desgraça" no Brasil com as possíveis perdas de empregos.
"Se o Brasil continuar tendo os empregos destruídos, vocês vão ver a desgraça que vai ser. O caos, a fome e a miséria não recebem conselho de ninguém. Os oportunistas de sempre poderão chegar ao poder e nunca mais sair", declarou.
Em uma relação conturbada com a imprensa, Bolsonaro cobrou que repórteres acompanhassem a situação de trabalhadores informais e se ofereceu para acompanhá-los nas ruas.
"Vocês foram pegar relatos de pessoas humildes? Vai ver o que tá acontecendo. Vocês querem ir comigo em uma comunidade humilde? Eu vou. Que nenhum canalha publique que eu vou passear", bradou.
O presidente voltou a minimizar a Covid-19 e declarou que o pânico é outra doença. Ele afirmou que a taxa de pessoas mortas na faixa de 40 anos é mínima.
"Se o Bolsonaro sair e vier o Haddad, tá resolvido o problema. O pânico é uma doença e está levando o pessoal ao estresse. No Brasil, na faixa dos 40 anos, quase 0% vai a óbito e isso tem que ser levado em conta. O problema é de todos nós", pontuou.
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