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Política em Foco Investigações

Ramagem e Valeixo depõem sobre suposta interferência de Bolsonaro na PF

Dupla foi citada por Moro em seu depoimento

11/05/2020 12h13 Atualizada há 6 anos atrás
Por: Redação Fonte: Estadão
Ramagem e Valeixo depõem sobre suposta interferência de Bolsonaro na PF

Esta segunda-feira (11) será um dia movimentado nas investigações sobre a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF). 

Segundo o G1, três das principais figuras do caso prestarão depoimento: o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, o ex-superintendente da PF no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, e o ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo.

Ramagem e Saadi irão falar na sede da PF em Brasília, enquanto o depoimento de Valeixo será conduzido na superintendência da corporação em Curitiba. No caso do ex-diretor-geral, a audiência deve ser realizada às 10h.

O inquérito foi aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro pediu demissão do cargo, no fim de abril. Ele disse ter sido pressionado por Bolsonaro a fazer mudanças na cúpula da Polícia Federal.

Ramagem e Saadi, ambos delegados da Polícia Federal, foram citados por Moro em um depoimento de oito horas prestado no último dia 2, em Curitiba. O mesmo aconteceu com o ex-diretor-geral da PF Maurício Valeixo, que será ouvido na manhã desta segunda, também na capital paranaense.

Ao todo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello autorizou a tomada de 10 depoimentos no inquérito – todos, marcados para esta semana e relacionados às afirmações de Moro.

Mais depoimentos


Além das três testemunhas-chave, serão ouvidos pela Polícia Federal outros três delegados da corporação citados por Moro em depoimento. Todos ocupam ou ocuparam cargos de direção na PF desde o ano passado.

A PGR também colherá o depoimento de três ministros do governo Jair Bolsonaro: Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo); Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional); e Braga Netto (Casa Civil). A audiência dos três está marcada para às 15h desta terça-feira (12), no Palácio do Planalto.

Os ministros foram citados por Moro porque estiveram em uma reunião de governo em que, supostamente, Bolsonaro fez cobranças públicas sobre as trocas na PF. O vídeo dessa reunião foi entregue pelo governo ao STF, e está temporariamente sob sigilo.

A lista também inclui a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). Ela deve ser ouvida nesta terça, às 15h, na sede da PF em Brasília.

Em mensagens apresentadas por Moro aos investigadores como prova – e reveladas pelo Jornal Nacional –, a deputada pede que o então ministro permaneça no cargo e promova as mudanças no comando da PF. Como recompensa, a parlamentar garantia que o ex-juiz seria alçado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.

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