No dia seguinte ao novo recorde de mortes por coronavírus no Brasil - 881 em 24 horas -, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o fim das medidas de isolamento social decretadas por governadores e pedir o distanciamento apenas de pessoas dos chamados grupo de risco. "O povo tem de voltar a trabalhar. Quem não quiser trabalhar, que fique em casa, porra. Ponto final", disse o presidente, hoje (13), em frente ao Palácio da Alvorada, sob aplausos e gritos de apoiadores.
Bolsonaro ainda voltou a atacar governadores, especialmente João Doria (PSDB), de São Paulo. Segundo o presidente, o governo federal já fez mais do que gestores estaduais pediram, ainda que secretários de Saúde reclamem publicamente sobre o atraso na entrega de equipamentos.
"Ficar em casa, para quem pode, legal, sem problema nenhum. Agora, para quem não tem condições, geladeira está vazia, três, quatro filhos chorando de fome, é desumano", disse Bolsonaro. "O governador de São Paulo (Doria) falou que é melhor isolamento do que o sepultamento. Quem ficar em casa parado vai morrer de fome. Até o urso quando hiberna tem prazo para hibernar. Não podemos ficar hibernando em casa", acrescentou.
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