A situação política do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, está complicada. Até mesmo aliados do governador no PSC, partido ao qual ele é filiado, já consideram como “irreversível” a aprovação do impeachment dele, cujo processo foi aberto nesta quarta-feira (10) pelo presidente da Assembleia Legislativa fluminense, André Ceciliano (PT) com apoio de 69 dos 70 deputados estatuais.
Nessa primeira fase do processo, Witzel será julgado por uma comissão processante, que produzirá um relatório a ser votado no plenário da Alerj. Se aprovado, Witzel será afastado incialmente por 180 dias. Neste período, será criado o chamado “tribunal processante”, com cinco deputados, cinco desembargadores sorteados e o presidente do Tribunal de Justiça do Rio. Será este grupo que determinará ou não a cassação definitiva.
À CNN Brasil, aliados de Witzel no PSC preveem que ele deve ser afastado por esses 180 dias já no início de julho. Lembram que a maioria dos integrantes do partido já “lavou as mãos” em relação ao político. Entre eles, o próprio vice-governador, Cláudio Castro. Segundo aliados de Castro, ele não tem feito movimentos para “derrubar” Witzel, mas demonstra “cansaço” em tentar ajudar o governador a barrar o processo de impeachment na Alerj.
Em conversas reservadas com aliados, o vice-governador citou como exemplo sua tentativa de obter votos a favor de Witzel entre deputados estudais bolsonaristas do PSL. Castro reclamou que o próprio governador atrapalhou a articulação, na semana passada, ao rebater ataque de Jair Bolsonaro, dizendo que “quem deve estar preocupado com uma prisão é ele”, em referência ao presidente.
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