A posse do novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, foi adiada desta terça-feira (30) para data ainda não definida. A informação é do colunista Lauro Jardim, de O Globo.
A decisão de adiar vem depois de polêmicas envolvendo o novo ministro e sua formação acadêmica. Depois da indicação, veio à tona que Decotelli fraudou o currículo, incluindo um doutorado que não foi concluído, na Argentina, e um pós-doutorado na Alemanha que não chegou a ser feito.
Decotelli também foi acusado de plagiar trechos do seu trabalho de conclusão do mestrado. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou no sábado que vai "apurar os fatos referentes à denúncia de plágio na dissertação do ministro Carlos Alberto Decotelli". A suspeita é que o novo ministro da Educação tenha cometido plágio no trabalho apresentado em 2008 para a conclusão de um mestrado em Administração na instituição.
Em nota, a FGV afirma que o orientador da dissertação foi procurado e que, caso seja confirmado um "procedimento inadequado", serão tomadas medidas administrativas e judiciais contra o novo ministro.
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) entrou com uma representação para que o órgão adote medidas para apurar possíveis prejuízos ao erário decorrentes da nomeação do novo ministro. O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado diz que "pairam suspeitas" sobre Decotelli. O MP cita a teoria dos motivos determinantes que orientaram a escolha do seu nome pelo presidente da República e que uma eventual invalidade do ato de nomeação do novo ministro da Educação resultaria na necessidade de ressarcimento aos cofres públicos de despesas incorridas.
Depois que tudo foi divulgado, o presidente Jair Bolsonaro exigiu uma rechecagem no currículo do novo ministro. Caberá à Abin fazer um "pente fino" no histórico de Decotelli, para tentar descobrir se há algo mais a se saber sobre ele.
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