Quarta, 08 de Julho de 2026 16:16
(71) 99663.6360
Dólar comercial R$ 5,14 -0,41%
Euro R$ 5,89 -0,03%
Bitcoin R$ 338.789,19 -2,10%
Bovespa 170.697,53 pontos -0.77%
Política em Foco Presidente

Bolsonaro adota nova rotina em gabinete improvisado após ficar isolado

Presidente é monitorado por uma equipe médica que promove exames de eletrocardiograma duas vezes ao dia para monitorar a frequência cardíaca por conta do uso da cloroquina

09/07/2020 12h37
Por: Keila Abreu Fonte: Metro1
Reprodução/ AFP
Reprodução/ AFP

O presidente Jair Bolsonaro (Sem partido)  passou a ficar em isolamento após ter sido diagnosticado com coronavírus nesta semana. Após o resultado, a agenda presidencial foi alterada de forma radical, inaugurando uma nova rotina de videoconferências com ministros e contato presencial limitado a um assessor que já teve Covid-19. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro, que tem 65 anos, começou a seguir um protocolo médico para evitar o risco de contaminação de seus familiares, funcionários do Palácio da Alvorada e assessores presidenciais.

Anteriormente, o presidente dava declarações onde minimiza os impactos da doença e critica medidas tomadas no exterior e por governadores do país. Além disso, ele passou a dormir em um quarto isolado, longe até da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Um dos dormitórios do Palácio da Alvorada foi transformado em seu escritório.

Além do casal presidencial, moram na residência oficial da Presidência a caçula de Bolsonaro, Laura, e a enteada, Letícia. A primeira-dama já realizou exame para o coronavírus, mas ainda aguarda o resultado da contraprova.

Em sua sala de despachos, o presidente tem à sua disposição televisão, computador, telefone, impressora e um aparelho para videoconferências.

Além disso, Bolsonaro é monitorado por uma equipe médica que promove exames de eletrocardiograma duas vezes ao dia para monitorar a frequência cardíaca, segundo fontes do governo. Segundo reportagem do jornal O Globo, a medida tem como objetivo avaliar o funcionamento do coração, em observância à recomendação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) para pacientes, como Bolsonaro, que usam a hidroxicloroquina no tratamento do novo coronavírus. O medicamento, que não tem eficácia comprovada contra a Covid-19, tem como um possível efeito colateral alterações na frequência cardíaca.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.