O partido Aliança pelo Brasil, que Jair Bolsonaro pretende criar, está longe de cumprir um dos requisitos para sair do papel. Segundo norma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para se criar uma legenda são necessárias, ao menos 492 mil assinaturas e o Aliança recolheu apenas 15.762. Ou seja, 3,2% do necessário.
O baixo resultado, conta o Correio Braziliense, frustrou os planos de Bolsonaro, que esperava regularizar o partido até abril para disputar as eleições municipais de 2020. A campanha em prol da obtenção de assinaturas ocorre há nove meses.
Apesar disso, os líderes do partido se mantém otimistas e agora foco é regularizar a situação da legenda para 2022. Para isso o grupo terá de agilizar a coleta de assinaturas válidas, sobretudo porque a legislação eleitoral estabelece que cada apoiamento tem validade de dois anos — as primeiras fichas começam a expirar em dezembro do ano que vem.
O Correio Braziliense também aponta que os líderes do partido acreditam que a pandemia do novo coronavírus atrapalhou a coleta de assinaturas. De todo modo, ao contrário do que disse o TSE, eles garantem que já registraram pelo menos 300 mil documentos válidos.
Segundo o TSE total 25.386 assinaturas foram rejeitadas por 26 razões diferentes, dentre elas a utilização de documentos de pessoas que já morreram ou de eleitores que não existem. Esses dados são contestados pelos líderes do grupo.
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