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Mata de São João É do Povo

Gigante da energia solar escolhe Mata de São João para instalar fábrica no Brasil

Segundo o secretário Joel Feldman, a fábrica é formada por um grupo chinês e alemão, e será a maior do país

09/07/2025 10h50 Atualizada há 1 ano atrás
Por: Luciano Bandeiras Fonte: Mais Região
Keila Abreu/ Mais Região
Keila Abreu/ Mais Região

De olho na expansão do mercado de geração limpa de energia, o município de Mata de São João se prepara para receber uma fábrica de placas fotovoltaicas, utilizadas na geração de energia solar.

O secretário de Emprego e Renda, Joel Feldman, anunciou durante o programa É do Povo, desta quarta-feira (09), a assinatura do protocolo de intenções para a instalação de uma grande empresa internacional especializada na fabricação desses equipamentos.

“Já realizamos várias reuniões. É uma empresa internacional, temos o protocolo de intenções firmado, a área já está delimitada e, da nossa parte, há 100% de eficiência”, afirmou o secretário, que também destacou o entusiasmo da gigante do setor formado por um grupo chinês e alemão com a possibilidade de se instalar em Mata de São João.

Joel comentou ainda que o Brasil não possui uma fábrica do porte dessa, e explicou que a Bahia foi escolhida por oferecer condições favoráveis à produção dos equipamentos, já que é uma das maiores produtoras de silício, componente essencial para a fabricação das chamadas placas solares. Além do silício, a empresa também deverá movimentar outros setores, com a fabricação do vidro e da base metálica em aço, utilizados na produção dessas estruturas.

Segundo o secretário, “a fábrica de placas fotovoltaicas é uma indústria química, então há muitas exigências: não pode ser instalada em área urbana, precisa estar em uma cidade com condições adequadas para lidar com a complexidade e os riscos de produção desse tipo de indústria”.

Ele completou destacando que a região onde estão localizadas a Petrorecôncavo e a Alvopetro é a mais recomendada para essa atividade, por já possuir características industriais voltadas à produção petrolífera, considerada extremamente complexa, o que, segundo ele, "encantou o empreendedor".

“A prefeitura tem trabalhado intensamente para viabilizar esse projeto. Neste exato momento, temos dois galpões em construção no Monte Líbano. Se você for até lá agora, verá que as obras estão a todo vapor, realizadas pela empresa vencedora da licitação”, afirmou Joel Feldman, fazendo a correlação com a preparação do município para receber empresas e parques industriais de diversos portes que desejam investir na cidade.

O nome da empresa não foi revelado pelo secretário, mas garantiu que essa empresa vai garantir que Mata de São João conitinue na rota da prosperidade, como está acontecendo com a chegada de vários empreendimentos que escolheram a cidade. 

Mercado da Enerigia Solar no Brasil

De acordo com dados da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o Brasil atingiu, em 2025, a marca de mais de 38 gigawatts (GW) de potência instalada em energia solar, considerando a geração distribuída e centralizada. O setor já atraiu mais de R$ 180 bilhões em investimentos acumulados, gerou mais de 1,1 milhão de empregos e evitou a emissão de aproximadamente 45 milhões de toneladas de CO₂ na atmosfera. A tendência é de crescimento contínuo, com o Brasil consolidando-se entre os dez maiores mercados solares do mundo.

A instalação de uma fábrica de placas solares em Mata de São João representaria um acréscimo estratégico e relevante para o mercado baiano de energia solar, tanto na cadeia produtiva quanto no fortalecimento da economia local e estadual.

Atualmente, a Bahia é destaque nacional em geração distribuída de energia solar, com mais de R$ 7,8 bilhões investidos e mais de 1,6 GW de potência instalada, segundo a ABSOLAR. No entanto, grande parte dos equipamentos utilizados, como placas fotovoltaicas, ainda são importados ou produzidos em outros estados. Ter uma fábrica no território baiano reduziria custos logísticos, agilizaria o fornecimento, e poderia estimular o surgimento de um polo regional de energia limpa, com potencial para atrair novas empresas do setor. Além disso, contribuiria para a geração de empregos diretos e indiretos, capacitação técnica da mão de obra local e aumentaria a competitividade da Bahia frente a outros estados no setor de energia renovável.

Portanto, além de impulsionar o mercado de geração solar, a fábrica funcionaria como um elo fundamental na verticalização da cadeia produtiva, fortalecendo a posição da Bahia como referência nacional em energia limpa.

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