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Justiça italiana nega extradição e manda soltar Carla Zambelli

Ex-deputada publicou vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (22) após decisão da Corte de Cassação de Roma

22/05/2026 22h30
Por: Luana Velloso Fonte: Redação
Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

A ex-deputada federal Carla Zambelli foi liberada da prisão nesta sexta-feira (22) após decisão da Corte de Cassação de Roma, na Itália, que negou o pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro.

Após deixar a prisão, Zambelli publicou um vídeo nas redes sociais em parceria com o perfil do irmão, confirmando a soltura e agradecendo à equipe de defesa.

“Eles fizeram o impossível, que é lutar contra um sistema dificílimo. Ele nunca desistiu de mim, nem quando achamos que nada ia dar certo”, afirmou.

Segundo informações divulgadas pela defesa, a decisão italiana considerou desproporcionais as condenações impostas no Brasil e questionou a consistência das provas utilizadas no processo.

O advogado Fábio Pagnozzi, responsável pela defesa de Zambelli no Brasil, afirmou que a Corte italiana entendeu que as condenações tiveram como base provas consideradas frágeis, especialmente depoimentos relacionados ao caso investigado.

A decisão da Justiça italiana ocorreu poucos dias após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinar que o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores adotassem medidas para viabilizar a extradição da ex-parlamentar.

Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão no processo relacionado à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O pedido de extradição enviado pelo Brasil à Itália teve como base essa condenação.

Segundo a defesa, a decisão da Corte de Cassação também alcança outro pedido de extradição relacionado à condenação por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

Com cidadania italiana, a ex-deputada deixou o Brasil em maio de 2025, passou pelos Estados Unidos e se estabeleceu na Itália. Dois meses depois, ela foi presa e permaneceu detida no presídio feminino de Rebibbia, em Roma, sob alegação de risco de fuga.

Em dezembro de 2025, a Câmara dos Deputados rejeitou a cassação do mandato parlamentar, mas a decisão foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou a perda do cargo em razão da condenação criminal.

A soltura repercutiu entre aliados políticos da ex-deputada. A ex-ministra Damares Alves publicou mensagem nas redes sociais comemorando a decisão da Justiça italiana.

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