Para evitar um novo aumento na passagem de ônibus de Salvador e manter a tarifa em R$ 5,90 até o fim de 2026, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) enviou à Câmara Municipal um projeto de lei que autoriza a prefeitura a repassar R$ 80 milhões ao sistema de transporte público da capital.
De acordo com a proposta, os recursos serão d
O projeto também prevê diferentes formas de repasse dos recursos, que poderão ocorrer por meio de compensação financeira direta ou da entrega de veículos e equipamentos adquiridos pelo município para utilização pelas empresas do sistema de transporte.
Tramitação em regime de urgência
O prefeito pediu que a proposta seja analisada pela Câmara em regime de urgência, alegando interesse público e a necessidade de garantir a manutenção do serviço sem interrupções.
Com isso, o texto tem prioridade máxima, pula etapas formais tradicionais para agilizar a tramitação e deve ser votado no plenário em até 45 dias.
Reunião
A Câmara Municipal de Salvador realiza nesta quarta-feira, 10, às 13h30, uma reunião conjunta das principais comissões da Casa para analisar o Projeto de Lei nº 172/2026, que autoriza o repasse de R$ 80 milhões ao sistema de transporte público da capital.
Convocada em caráter de urgência pelo presidente Carlos Muniz, a reunião reunirá integrantes das comissões de Constituição e Justiça, Finanças e Transporte.
Tarifa deve permanecer em R$ 5,90 até o fim de 2026
No fim de maio, Bruno Reis afirmou que não pretende autorizar um novo aumento na passagem de ônibus antes de 2027, mesmo após a greve dos rodoviários e o reajuste salarial negociado entre trabalhadores e empresários do setor.
Segundo o prefeito, o contrato de concessão prevê revisão tarifária apenas uma vez por ano. Em janeiro deste ano, a tarifa passou de R$ 5,60 para R$ 5,90.A discussão sobre uma possível nova alta ganhou força após a paralisação dos rodoviários em maio, encerrada após acordo que garantiu reajuste salarial de 4,11%, aumento do vale-alimentação e outras reivindicações da categoria.
ivididos entre os dois principais sistemas da cidade:
Ônibus convencionais: até R$ 75 milhões para as empresas que operam as linhas regulares;
Transporte complementar (Stec): até R$ 5 milhões para os permissionários que atuam no sistema complementar.
Na mensagem encaminhada ao presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz (PSDB), Bruno afirma que o subsídio é necessário para cobrir possíveis déficits do sistema e garantir a continuidade do serviço.
“Esses recursos serão destinados à cobertura de eventual déficit tarifário apurado na forma da legislação vigente, com a finalidade de equilibrar o serviço de transporte público, assegurar a modicidade tarifária e evitar a exclusão de passageiros”, diz o texto.
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