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Política em Foco Política Internacion

Lula diz que “nunca foi esquerdista” em conversa vazada no G7 e declaração provoca reação nas redes

Fala do presidente durante reunião na França repercute entre apoiadores e opositores e reacende debate sobre a trajetória ideológica do petista.

17/06/2026 15h51 Atualizada há 4 meses atrás
Por: Redação Fonte: Mais Região
Ricardo Stuckert/PR
Ricardo Stuckert/PR

Uma declaração atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma reunião da cúpula do G7, na França, ganhou grande repercussão nesta quarta-feira (17) após o vazamento de um áudio. Na conversa, Lula afirma que “nunca foi esquerdista”, contrariando uma imagem política construída ao longo de décadas e que sempre esteve associada aos movimentos sindicais, ao Partido dos Trabalhadores (PT) e às pautas da esquerda brasileira.

Segundo o conteúdo divulgado, Lula conversava com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão Friedrich Merz. Durante o diálogo, o presidente argumenta que governos de direita costumam permanecer mais tempo no poder e afirma que o mundo não seria “de esquerda”, mas sim “de meio”.

Ao ser lembrado de que, quando assumiu a Presidência pela primeira vez, em 2003, havia expectativa de que conduzisse um governo mais alinhado à esquerda, Lula respondeu de forma categórica: “Mas eu nunca fui esquerdista”.

O presidente também relembrou sua trajetória no movimento sindical e afirmou que mantinha boas relações com sindicatos europeus. Além disso, citou episódios da década de 1980, quando teria sido chamado de “anticomunista” após recusar participação em um congresso na então União Soviética.

A declaração rapidamente gerou reações nas redes sociais e no meio político. Críticos apontaram uma contradição entre a fala e a história do PT, enquanto apoiadores argumentaram que Lula buscava destacar seu perfil pragmático e de diálogo com diferentes correntes políticas ao longo da carreira.

O episódio reacende uma discussão antiga sobre a posição ideológica do presidente e deve alimentar novos debates tanto no Brasil quanto entre analistas políticos internacionais.

 

 
 
 
 
 
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