O Banco Central (BC) aprovou três resoluções que estabelecem novas regras para o Pix no crédito e para a oferta de produtos financeiros. As medidas preveem autorização prévia dos consumidores para o recebimento de ofertas dessa modalidade, destinação automática de valores devolvidos ao abatimento de dívidas e criação de ferramentas para acompanhar o endividamento.
As mudanças serão implementadas entre março e julho de 2027, com entrada em vigor prevista para 1º de julho daquele ano. O objetivo é ampliar a transparência na contratação de crédito e estabelecer mecanismos de proteção aos consumidores.
Pelas novas regras, o cliente precisará autorizar previamente o recebimento de ofertas de Pix no crédito. A autorização deverá ser registrada com antecedência mínima de 24 horas e poderá ser cancelada a qualquer momento, com efeito imediato.
O consentimento será concedido uma única vez, mas não obrigará a instituição financeira a disponibilizar a modalidade. Os bancos poderão decidir se oferecem o serviço e limitar as propostas de acordo com o perfil de cada cliente.
O Pix no crédito permite realizar transferências mesmo sem saldo disponível na conta, utilizando o limite do cartão de crédito ou um empréstimo pessoal. O destinatário recebe o valor integral de forma instantânea, enquanto o pagador pode parcelar o débito conforme as condições contratadas, incluindo juros e outros encargos.
A regulamentação também proíbe a concessão de crédito em valor superior ao da transação, em operações de Pix agendado e em operações destinadas a saque ou troco.
Outra mudança estabelece que, quando uma transferência realizada por meio do Pix no crédito for devolvida, o valor deverá ser utilizado para antecipar a quitação da dívida correspondente. A determinação também se aplica às devoluções efetuadas por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
O pacote de medidas prevê ainda a criação do Painel de Dívidas Consolidadas, ferramenta que reunirá informações sobre os compromissos financeiros dos clientes em aplicativos e plataformas digitais. O sistema deverá emitir alertas quando as parcelas das dívidas comprometerem 40% da capacidade mensal de pagamento do consumidor.
A iniciativa busca facilitar o acompanhamento das obrigações financeiras e permitir que os clientes identifiquem situações de maior comprometimento da renda.
As resoluções também estabelecem regras para a publicidade e a oferta de produtos financeiros. Os consumidores poderão escolher quais tipos de produtos desejam receber em propagandas e propostas das instituições financeiras.
Para os clientes endividados, as ofertas ficarão restritas à renegociação de dívidas, que também dependerá de consentimento prévio. A medida busca limitar a exposição desse público a novas ofertas de crédito e ampliar o controle sobre as propostas recebidas.
Novo Calendário Lula inicia novo mandato em 5 de janeiro; governadores tomam posse no dia 6
Investigado Flávio é intimado pela PF para entregar passaporte por determinação de Moraes
Eleições 2026 Nunes Marques diz que decisão de Zanin não alterou resultado da eleição
Eleições 2026 Flávio Bolsonaro diz que vai pedir anulação da eleição após derrota para Lula: 'É impossível reconhecer'
Reformas e auxílios Do dinheiro para MEIs ao passe livre aos fins de semana: veja o que Lula prometeu e o que depende do Congresso
Eleições 2026 Abstenção cai no segundo turno e quase 3 milhões de eleitores a mais comparecem às urnas